Tecnologia e Jurídico não são rivais, são aliados quando bem conduzidos.

Tecnologia e Jurídico não são rivais. São aliados, quando bem conduzidos.

Recentemente, liderei uma negociação contratual desafiadora para o desenvolvimento de uma plataforma digital robusta (app + site).

O objetivo era claro: transformar um contrato padrão em uma parceria equilibrada, segura e, acima de tudo, exequível.

A inovação é indispensável.

Mas, muitas vezes, a empolgação com ela faz com que riscos jurídicos passem despercebidos.

E é aí que entra o papel do jurídico estratégico.

Segurança jurídica não trava o negócio.
Ela permite que ele escale com tranquilidade.

Nesse projeto, atuando pela contratante, ajustamos pontos que podem ser “pegadinhas” em contratos de tecnologia:

1. Aceite automático do software
Cláusulas que consideram o software entregue se não houver manifestação em determinado prazo.

Na prática, software só está entregue quando funciona conforme o escopo aprovado.

2. Publicação vs. faturamento
O risco da aprovação nas lojas (App Store/Google Play) precisa ser compartilhado.

Se o código não atende às diretrizes, o projeto ainda não foi concluído.

3. Responsabilidade e reputação
Em tempos de LGPD, limitar a responsabilidade da empresa de tecnologia ao valor do contrato pode ser um risco relevante.

Em casos de vazamento de dados ou dolo, a reparação deve refletir a real extensão do dano, nclusive impactos à imagem e à reputação.

O resultado?

Um contrato claro, equilibrado e funcional.

O time de TI com segurança para executar.

O jurídico com tranquilidade para sustentar.

Porque negociar não é vencer o outro lado.

É viabilizar o resultado.

E você?

Como tem equilibrado a agilidade da inovação com a segurança jurídica nos seus contratos?

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